quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O "poço da morte"

O precário ‘poço da morte’ na Índia

Veículos em más condições sobem pelas paredes de madeira.

O Maut ka Kuaa, que, em português, significa “poço da morte” ou “parede da morte”, é uma atração comum nas festas pela Índia. Trata-se de um cilindro ou cone feito de madeira, com diâmetro que varia de 30 a 50 m, onde motocicletas e carros tentam escapar da gravidade em alta velocidade. O desafio é se manter junto à parede através da mera força centrípeta. O que torna o ato perigoso é a falta de atenção dos participantes às medidas de segurança: não há capacete ou equipamento de proteção, e as carangas estão, na maioria das vezes, em más condições, implorando por reparos. Além disso, a manutenção do “poço” não é das melhores – frequentemente há tábuas faltando na construção.

Apesar do perigo, não faltam voluntários para entrar nesta arena vertical. Até as mulheres participam. A escalada do paredão circular começa com uma pequena rampa colada à parede que serve de trampolim para que os veículos subam pelas paredes. Enquanto correm, os motoristas fazem brincadeiras, como soltar as mãos, e alguns deles chegam a recolher dinheiro do público, que fica numa plataforma construída em volta da borda superior do poço.

Este tipo de show surgiu nos Estados Unidos, no início do século 20. Então, eram usadas apenas motos. O primeiro motordrome foi instalado no parque de diversões de Coney Island, na cidade de Nova York, em 1911. O número costuma fazer sucesso também na Inglaterra. Em nenhum desses lugares, no entanto, a coisa era feita com uma estrutura tão precária como a indiana. Isso é que é coragem.






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